Papa Francisco dá tapas na mão de uma mulher, após ser puxado

04/01/2020

Como seria se o incidente tivesse acontecido na Universal?

No dia 31 de dezembro último, na Praça de São Pedro, localizada no Vaticano, o Papa Francisco deu dois tapas na mão de uma mulher asiática que o puxou pela mão, enquanto ele cumprimentava fiéis. Confira as imagens:

Visivelmente irritado, o Papa gerou reações diversas nas redes sociais. De um lado, houve quem saiu em sua defesa. Do outro, houve quem discordou da falta de paciência do líder religioso.

Porém, somente na primeira missa do ano, ocorrida ainda no dia 1º de janeiro, o Papa comentou sobre a agressão: “Tantas vezes perdemos a paciência; também eu, e peço desculpas pelo mau exemplo de ontem”.

Com uma pesquisa rápida pelos buscadores de sites, é possível perceber que a mídia nacional e internacional amenizou (e, em alguns casos, até ignorou) a situação.

E se tivesse sido na Universal?

Entretanto, o incidente nos faz pensar sobre o preconceito de parte da imprensa e da sociedade contra a Universal. Tradicionalmente, fakenews (notícias falsas) são criadas contra a Igreja com o intuito de atacar a sua imagem e de seu líder e fundador, o Bispo Edir Macedo. Por exemplo, no fim de 2017, a rede de televisão portuguesa TVI iniciou uma campanha difamatória contra a Universal. Contudo, a Procuradoria-Geral da República em Portugal não detectou irregularidades contra a Igreja e o caso foi arquivado pelo Ministério Público de Portugal, em maio do ano passado. Similarmente, aqui você pode conferir uma coleção de histórias de pessoas que foram enganadas pelas fakenews contra a Universal. Provavelmente, se o incidente tivesse ocorrido no Templo de Salomão ou em uma das igrejas, a reação de parte da mídia e da sociedade não teria sido tão pacífica e omissa quanto foi com a instituição religiosa romana.

Cuidado com a mídia preconceituosa

O sociólogo Zygmunt Bauman, já falecido, explicava que o mundo atual vive uma “modernidade líquida”. Ou seja, basicamente, o mundo perdeu a sua relativa solidez nos modos de pensar, sentir e agir, por exemplo, e, hoje, vive uma constante instabilidade refletida em toda a sociedade. Um dos elementos responsáveis por este cenário contínuo de incertezas é a internet, onde pessoas podem disseminar seus pensamentos livremente, mas que, às vezes, são carregados de crenças pessoais falaciosas.

Em seu livro “O mal-estar da pós-modernidade”, Bauman explica: “… a palavra ‘verdade’ simboliza nos nossos usos uma determinada atitude que adotamos, mas acima de tudo desejamos ou esperamos que outros adotem…”. Porém, vale ressaltar que há veículos ou profissionais que tentam impor forçosamente a sua visão de mundo – ou “verdades” – sobre outras pessoas.

Você, provavelmente, deve se lembrar de algum caso envolvendo materiais “jornalísticos” alimentados com exageros nos fatos, excessos de adjetivos ou discursos ideológicos – só para citar alguns exemplos – espalhados pela rede virtual. A simples escolha das palavras, igualmente, reflete esta tentativa de influenciar a mente do consumidor de conteúdo. Um exemplo seria quando o material traz a palavra “terroristas” em vez de “militantes”. Popularmente, são as chamadas “notícias tendenciosas”.

Saiba filtrar as informações

Contudo, o papel do jornalismo é garantir que os fatos – e não as invenções – sejam respeitados. Só para ilustrar, em seu livro “A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística”, o jornalista e professor Nilson Lage esclarece sobre os cuidados que devemos ter quando procuramos por informações na internet: “… não se sabe se o que está na internet é verdadeiro, se resulta de um trabalho sério, de mera especulação ou fantasia. Quanto a isso, os sítios podem ser grupados em algumas categorias: os mantidos por governos; os de entidades acadêmicas e de classe; os institucionais de empresas e associações; os que operam profissionalmente com informações técnicas, recreativas ou jornalísticas; os comerciais (que vendem produtos e serviços); e os de particulares. Em caso de dúvida, a melhor forma é localizar a instituição provedora e informar-se sobre sua credibilidade”.

Por isso, precisamos ser consumidores mais críticos dos conteúdos da internet. Sobretudo, com relação à imprensa que se disfarça de “credibilidade”. Do contrário, permaneceremos escravos das agendas de assuntos que pessoas mal-intencionadas desejam implantar.


  • Daniel Cruz / Foto: Reprodução Twitter 
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